Os cartões de crédito mais baratos do mercado PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 02 March 2010 15:15

cartoesdecredito.jpgAs taxas de juro do dinheiro de plástico continuam a descer, mas mesmo assim a diferença vão entre os 9% a 31%. Para o efeito com suporte da edição do dia 26/02/2010, analisou-se um estudo sobre os cartões de crédito e suas diferenças.

Em tempos de crise, muitas famílias encontraram nas contas-ordenado e nos cartões de crédito um pé de meia para conseguirem gerir o seu orçamento no seu dia-a-dia. Os números comprovam essa teoria. As últimas estatísticas do banco central europeu (BCE) comprovam que no ano de 2008, durante o "crash" da crise a ultilização dos cartões de crédito subiram na proporção de 20% em Portugal, o que representam 9000 cartões de crédito face ao ano anterior. Uma das causas poderá ser atribuída, para além da "crise", a vasta oferta e personalização dos cartões de crédito, que poderão incumbir em gastos acrescidos com a sua utilização, caso o cliente não tome as medidas mais adequadas. 

Para ajudar a orientar as suas finanças, o site www.creditopessoal.net, vai  analisar diferentes cartões de crédito existentes no mercado bem com mencionar as suas vantagens. A base será as seguintes instituições de Portugal, neste segmento de produtos.

 A saber: CGD, BES, Millennium, BCP, BPI, Santander, Montepio,Crédito Agrícola, Banif, Barclays, Popular, BBVA, e Deutce Bank. A base da análise foi a TAEG (taxa anual efectiva global). Foram também analisadas em separado as anuidades praticadas. E os números mostram que existem diferenças ainda grandes entre vários cartões de crédito.

Em termos de anuidade há instituições que oferecem para sempre. É o caso do Barclays, no caso dos cartões da gama BarclayCard, ou do cartão Barclays Gold Free For Life - caso o cliente faça um mínimo de 1000 euros em compras por ano. O BBVA, através do cartão Fácil, também isenta os consumidores deste pagamento. No entanto, as anuidades po¬dem disparar no caso dos cartões da gama `gold'. O caso mais extremo é o cartão American Express Platinum, no BCP, cujo valor da anuidade é de 240 euros. Os exemplos mostram que comparar compensa. Por exemplo, não é invulgar que as anuidades praticadas nos cartões `classic' sejam meta¬de do valor das praticadas no segmento `gold'. Vmay Pranjivan, economista da Deco, explica esta diferença. "As anuidades são maiores nestes cartões devido ao facto de terem pacote de seguros mais completos do que os produtos da gama `classic', que são mais básicos". Para o economista a anuidade deve ser o principal factor a ter em conta no caso dos consumidores que pretendam uti¬lizar o plafond associado ao cartão de crédito e pagá-lo a 100% dentro do período de crédito gratuito. Para este consumidores, a TAEG associada ao cartão não é o ponto mais relevante.
Já quem pretenda optar pelo parcelamento dos pagamentos, a TAEG é um factor essencial a ter em conta na escolha do melhor cartão.

 

E também aqui existem diferenças assinaláveis. Segundo o levantamento feito pelo Diário Económico, as TAEG variam entre os 9,2% do cartão BES Branco e os 32% registados no Visa Premier do Credito Agrícola. Ainda assim , é preciso ressalvar que a TAEG do cartão BES Branco não é directamente comparável visto que se trata de um cartão com um modo de funcionamento diferente dos restantes: não tem uma taxa anual nominal (TAN) e prevê o pagamento das compras efectuadas com cartão por prestações fixas, que variam conforme o limite do cartão. Assim, para quem pretenda pagar em fracções, um total de 1500 euros, ficaria a pagar 60 euros por mês, durante 25 meses. Apesar das ressalvas em relação a este cartão, a verdade é que as diferenças percentuais das TAEG praticadas em Portugal podem significar muitos euros a menos na carteira ao final do ano. A pedido do Diário Económico, a Deco elaborou duas simulações de custos com o cartão de crédito para o mesmo montante em dívida (1500 euros a pagar em 12 meses), com a mesma anuidade mas taxas de juro diferentes: 15,6% (TAEG) e 23,8% (TAEG). Ao final de um ano, o portador do cliente do cartão de crédito com a taxa mais baixa teria pago 1.619,87 euros. No outro caso, os encargos finais subiriam para os 1.679,11 euros.

Apesar de haver uma grande divergência das taxas praticadas há, no entanto, uma boa notícia. Comparando os preçários actuais divulgados pelos bancos, com as taxas divulgadas num estudo da Deco realizado em Outubro do ano passado sobre cartões é possível verificar que a maioria das instituições optou por manter ou baixar as TAEG praticadas neste segmento de produtos. Recorde-se que, no ano passado, o Banco de Portugal fixou limites máximos para as taxas que os bancos e outras instituições financeiras poderiam cobrar nos diferentes tipos de crédito ao consumo. Os cartões também foram alvo da mesma legislação e o regulador veio estabelecer uma TAEG máxima de 32,8% para os cartões de crédito. Veja na tabela ao lado, os 10 cartões de crédito em Portugal que praticam as taxas mais baixas. Já para os consumidores para quem o factor custo não é o mais importante, mas sim o pacote de serviços associados ao cartão, o Diário Económico, dá-lhe a sugestão de vários cartões de crédito adequados a oito diferentes perfis de consumidor. 

OS CARTÕES COM AS TAEG MAIS BAIXAS

BES BRANCO

BES

9,2%

 CARTAO PLATINIUM

 SANTANDER

10,3%

 BPI ZOOM

 BPI

13,2%

 

 CARTAO BPI GOLD

 BPI

13,7%

 

 MILLENIUM BCP M

 BCP

14,3%

 

 MILLENIUM BCPFIX

 BCP

14,6%

 

 VISA GOLD PRIVATE BANKING

 BCP

14,80%

 

 BES PLATINIUM PRIVATE

 BES

15%

 

CARTÃO FÁCIL

BBVA

16,6%

 

FARMÁCIAS PORTUGUESAS

CGD

18,3%

 

 

 

 

 

 

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Last Updated on Friday, 12 March 2010 14:17