As taxas de juro do dinheiro de plástico continuam a descer, mas mesmo assim a diferença vão entre os 9% a 31%. Para o efeito com suporte da edição do dia 26/02/2010, analisou-se um estudo sobre os cartões de crédito e suas diferenças.
Em tempos de crise, muitas famílias encontraram nas contas-ordenado e nos cartões de crédito um pé de meia para conseguirem gerir o seu orçamento no seu dia-a-dia. Os números comprovam essa teoria. As últimas estatísticas do banco central europeu (BCE) comprovam que no ano de 2008, durante o "crash" da crise a ultilização dos cartões de crédito subiram na proporção de 20% em Portugal, o que representam 9000 cartões de crédito face ao ano anterior. Uma das causas poderá ser atribuída, para além da "crise", a vasta oferta e personalização dos cartões de crédito, que poderão incumbir em gastos acrescidos com a sua utilização, caso o cliente não tome as medidas mais adequadas.
Para ajudar a orientar as suas finanças, o site www.creditopessoal.net,
vai analisar diferentes cartões de crédito existentes no mercado bem
com mencionar as suas vantagens. A base será as seguintes instituições
de Portugal, neste segmento de produtos.
A saber: CGD, BES, Millennium, BCP, BPI, Santander, Montepio,Crédito
Agrícola, Banif, Barclays, Popular, BBVA, e Deutce Bank. A base da
análise foi a TAEG (taxa anual efectiva global). Foram também analisadas
em separado as anuidades praticadas. E os números mostram que existem
diferenças ainda grandes entre vários cartões de crédito.
Em termos de anuidade há instituições que oferecem para sempre. É o caso
do Barclays, no caso dos cartões da gama BarclayCard, ou do cartão
Barclays Gold Free For Life - caso o cliente faça um mínimo de 1000
euros em compras por ano. O BBVA, através do cartão Fácil, também isenta
os consumidores deste pagamento. No entanto, as anuidades po¬dem
disparar no caso dos cartões da gama `gold'. O caso mais extremo é o
cartão American Express Platinum, no BCP, cujo valor da anuidade é de
240 euros. Os exemplos mostram que comparar compensa. Por exemplo, não é
invulgar que as anuidades praticadas nos cartões `classic' sejam
meta¬de do valor das praticadas no segmento `gold'. Vmay Pranjivan,
economista da Deco, explica esta diferença. "As anuidades são maiores
nestes cartões devido ao facto de terem pacote de seguros mais completos
do que os produtos da gama `classic', que são mais básicos". Para o
economista a anuidade deve ser o principal factor a ter em conta no caso
dos consumidores que pretendam uti¬lizar o plafond associado ao cartão
de crédito e pagá-lo a 100% dentro do período de crédito gratuito. Para
este consumidores, a TAEG associada ao cartão não é o ponto mais
relevante.
Já quem pretenda optar pelo parcelamento dos pagamentos, a TAEG é um
factor essencial a ter em conta na escolha do melhor cartão.
E também aqui existem diferenças assinaláveis. Segundo o levantamento
feito pelo Diário Económico, as TAEG variam entre os 9,2% do cartão BES
Branco e os 32% registados no Visa Premier do Credito Agrícola. Ainda
assim , é preciso ressalvar que a TAEG do cartão BES Branco não é
directamente comparável visto que se trata de um cartão com um modo de
funcionamento diferente dos restantes: não tem uma taxa anual nominal
(TAN) e prevê o pagamento das compras efectuadas com cartão por
prestações fixas, que variam conforme o limite do cartão. Assim, para
quem pretenda pagar em fracções, um total de 1500 euros, ficaria a pagar
60 euros por mês, durante 25 meses. Apesar das ressalvas em relação a
este cartão, a verdade é que as diferenças percentuais das TAEG
praticadas em Portugal podem significar muitos euros a menos na carteira
ao final do ano. A pedido do Diário Económico, a Deco elaborou duas
simulações de custos com o cartão de crédito para o mesmo montante em
dívida (1500 euros a pagar em 12 meses), com a mesma anuidade mas taxas
de juro diferentes: 15,6% (TAEG) e 23,8% (TAEG). Ao final de um ano, o
portador do cliente do cartão de crédito com a taxa mais baixa teria
pago 1.619,87 euros. No outro caso, os encargos finais subiriam para os
1.679,11 euros.
Apesar de haver uma grande divergência das taxas praticadas há, no
entanto, uma boa notícia. Comparando os preçários actuais divulgados
pelos bancos, com as taxas divulgadas num estudo da Deco realizado em
Outubro do ano passado sobre cartões é possível verificar que a maioria
das instituições optou por manter ou baixar as TAEG praticadas neste
segmento de produtos. Recorde-se que, no ano passado, o Banco de
Portugal fixou limites máximos para as taxas que os bancos e outras
instituições financeiras poderiam cobrar nos diferentes tipos de crédito
ao consumo. Os cartões também foram alvo da mesma legislação e o
regulador veio estabelecer uma TAEG máxima de 32,8% para os cartões de
crédito. Veja na tabela ao lado, os 10 cartões de crédito em Portugal
que praticam as taxas mais baixas. Já para os consumidores para quem o
factor custo não é o mais importante, mas sim o pacote de serviços
associados ao cartão, o Diário Económico, dá-lhe a sugestão de vários
cartões de crédito adequados a oito diferentes perfis de consumidor.